segunda-feira, abril 24, 2006

Células estaminais, células de discórdia...

Células estaminais são células não-especializadas e com grande capacidade de divisão, podendo tornar-se células musculares, nervosas, ósseas... A sua investigação sempre foi vista com grande esperança pela engenharia de tecidos. Contudo, é uma área que levanta muita polémica.

Tirando os benefícios óbvios de conseguir condicionar células estaminais a tornarem-se qualquer célula em falta no organismo - como por exemplo, os limitados neurónios -, as células estaminais apenas abundam em seres humanos em formação. Ora, o principal meio actual de obtenção de células estaminais é a partir de nados mortos... o que levanta muita poeira, pelo que nalguns países, investigação em células estaminais chega a ser ilegal.

Até recentemente, a alternativa mais comum era o congelamento de cordões embrionários para estudo das células estaminais neles contidas. Curiosamente, essa ideia partiu de uma mente Portuguesa - o que prova mais uma vez que não somos menos que os outros.

Contudo, cientistas americanos da Califórnia reclamam ter conseguido produzir células estaminais a partir de gónadas masculinas. Neste momento, outros laboratórios estão a tentar reproduzir a experiência, no âmbito de assegurar a sua viabilidade. Se for verdade, toda a polémica pode assentar e a engenharia de tecidos vai ter um novo brinquedo.

Por vezes basta uma ideia.

2 Comments:

Anonymous Umbrae said...

A obtenção de células estaminais a aprtir de outros processos sem ser de embriões lança uma grande luz de esperança sobre a ficção cientifica. À poucos meses, se não me engano, foi criada uma bexiga totalmente fora do corpo humano.

(http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/04/060403_bexigacelulasg.shtml)

Se a obtenção de celulas estaminais se genarilizar, quem sabe não se abrirá uma nova porta no mundo dos transplantes.

terça-feira, abril 25, 2006  
Anonymous Snipper Lundur said...

O facto é que existem células estaminais mesmo em adultos. Existem é diferenças, que eu não entendo ao detalhe, entre as embriónicas. Basicamente, as embriónicas são totipotentes, podem ser conduzidas a qualquer caminho de desenvolvimento, já as adultas são pluripotentes, multipotentes e lá essas classificações todas, ou seja, sendo ainda possível induzir-lhes um caminho de desenvolvimento, este é mais limitado, e a viabilidade das células finais é menor.

Mas isso agora mete muita historia (e aí os impedimentos técnicos mais críticos), desde meios de cultura, factores de crescimento, a muita ciência e tecnologia pelo meio... E estas últimas vão desenvolver-se inevitavelmente: O futuro sorri.

segunda-feira, maio 15, 2006  

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